A Austrália, treinada pelo brasileiro Marcos Miranda, começou prejudicando a recepção brasileira, com um saque bem encaixado, enquanto os brasileiros pareciam desconcentrados em quadra: 3 a 6, tanto que a primeira parada técnica chegou com os australianos na vencendo por 6 a 8. Entretanto foi só a defesa começar a tocar na bola, que o Brasil foi para cima e chegou a virada por 10 a 9, após erro do central O'Dea no ataque. Após uma boa defesa de Maique e ponto de Maurício Borges, os brasileiros abriram 13 a 11, sendo que na segunda parada técnica o placar era de 16 a 13. O Brasil estava muito ‘ligado’, defendendo demais, e com isso foi abrindo vantagem: 20 a 15. No final, com certa tranquilidade, os brasileiros fecharam a parcial com 25 a 17, após ataque de Mauricio Borges.
Os australianos entraram com tudo no segundo set e logo fizeram 1 a 3, após ace do ponteiro Smith. Aliás, o saque adversário incomodava, com os brasileiros errando mais do que estamos acostumados a ver: 4 a 6, tanto que na primeira parada técnica, os brasileiros estavam atrás em um ponto: 7 a 8. O jogo era equilibrado, muito porque o Brasil não conseguia imprimir seu ritmo, algo que começou a acontecer quando Bruninho (com direito a bola de segunda) teve mais o passe na mão: 14 a 12, e logo fazendo 16 a 13 na segunda parada técnica. Os australianos jogavam uma boa partida, mesmo com um elenco bastante jovem, tanto que empataram em 17 a 17. O equilíbrio era evidente, tanto que o Brasil tinha dificuldades de abrir vantagem no placar: 20 a 20. Na reta final, o que se viu foi uma grande disputa, com os australianos vibrando muito e buscando cada ponto, mas com mais tranquilidade nos momentos decisivos, o Brasil levou a melhor fazendo 25 a 22, após ataque ace de Isac.
O terceiro set começou com o Brasil muito bem no saque e no bloqueio, com destaque para Isac: 4 a 0. Os australianos reagiram, buscando sempre os ponteiros, principalmente Smith: 6 a 3, mas o que se via era os brasileiros mais concentrados em quadra e chegando a primeira parada técnica com 8 a 3 no placar. O volume de jogo brasileiro apareceu de uma forma arrasadora, principalmente nos contra-ataques: 12 a 4, com destaque para Bruninho que variava muito as jogadas. Na segunda parada técnica, o Brasil fazia, após mais um bloqueio, 16 a 7, ou seja, com uma vantagem tranquila no placar. Carlos Schwanke até se deu ao luxo de rodou a equipe, com as entradas de Vaccari e João Rafael, e o Brasil manteve o ritmo: 20 a 9. No final foi só administrar e fechar por 25 a 12, após ataque de Vaccari na diagonal.
“Esta vitória é muito importante para a nossa equipe. Temos um grande grupo de jogadores e se alguém precisar, entra em quadra e tenta ser perfeito. Jogamos bem em muitos fundamentos, como no saque e na defesa. Todos estavam prontos para jogar e dar o seu melhor e esta é a nossa maior força. Não temos apenas seis jogadores, mas todo o grupo é muito forte”, declarou Maurício Borges.
A próxima partida do Brasil será na segunda-feira, dia 11h30min (horário de Brasília) contra a Itália. O jogo terá transmissão do SporTV 2.
Equipes:
Brasil: Bruninho, Alan, Douglas Souza, Mauricio Souza, Isac,
Flávio e Maique (líbero)
entraram: João Rafael, Wallace e Vaccari
técnico: Carlos Schwanke
Austrália: Dosanjh, Graham, Luke Smith, Garrett, Mote, O'Dea
e Luke Perry (líbero)
entraram: Azeez, Senica, Butler e Weir
técnico: Marcos Miranda
foto: Volleyball Wolrd/FIVB
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